Por: Lucas Gravatá

O terceiro ano do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou a maior carga tributária da série histórica, atingindo 32,40% do Produto Interno Bruto (PIB). O índice representa um aumento de 0,18 ponto percentual em relação a 2024, conforme dados do Boletim de Estimativa da Carga Tributária Bruta do Governo Geral de 2025, divulgado nesta sexta-feira (10) pelo Tesouro Nacional.
No âmbito federal, o avanço da arrecadação foi puxado principalmente pelo Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), influenciado pelo crescimento da massa salarial. Também contribuíram para o resultado o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), associado a operações de crédito e câmbio, e a elevação das contribuições ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS), impulsionada pelo mercado de trabalho formal e pela reoneração da folha de pagamentos. Nesse nível, a alta foi de 0,23 ponto percentual do PIB.
Em contrapartida, os estados registraram uma leve queda relativa na carga tributária, de 0,09 ponto percentual, impactados pelo desempenho do ICMS, cuja arrecadação cresceu em ritmo inferior ao do PIB, em função da composição da atividade econômica.
Já nos municípios, houve incremento de 0,03 ponto percentual na carga tributária. O resultado foi puxado principalmente pelo Imposto Sobre Serviços (ISS), que acompanhou a expansão do setor de serviços, além de uma contribuição menor dos tributos sobre propriedade.