Fim da escala 6×1 é apoiada por 68% dos brasileiros, diz pesquisa Quaest

Levantamento aponta maioria favorável à mudança na jornada de trabalho; proposta tramita na Câmara dos Deputados

Por: Redação Alvoroço

Foto: Cris Faga/Fox Press/Estadão Conteúdo

Uma pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira (18) aponta que 68% dos brasileiros são favoráveis ao fim da escala de trabalho 6×1, modelo em que o trabalhador atua durante seis dias consecutivos e folga apenas um.

  • Outros 22% são contrários à proposta.
  • 7% não souberam ou não responderam.
  • 3% disseram não ser “nem a favor, nem contra”.

Segundo o levantamento, 20% dos entrevistados disseram ser contra a proposta, enquanto 12% não souberam ou preferiram não responder.

A pesquisa também mostrou que o debate sobre a mudança na jornada de trabalho vem ganhando visibilidade entre os eleitores. De acordo com os dados, 43% afirmaram acompanhar de perto as discussões sobre o tema. Outros 29% disseram ter ouvido falar, mas sem acompanhar com atenção. Já 27% afirmaram não acompanhar o assunto.

O apoio à proposta varia de acordo com o posicionamento político dos entrevistados. Entre os eleitores identificados como “esquerda não lulista”, o apoio chega a 88%, com apenas 7% contrários à medida.

Entre os chamados “bolsonaristas”, o cenário aparece mais dividido: 44% se declararam favoráveis ao fim da escala 6×1, enquanto 42% disseram ser contra a proposta.

Já no grupo de eleitores considerados independentes, 70% apoiam a mudança, contra 16% que rejeitam a proposta.

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 8 e 11 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03598/2026.

A proposta que prevê o fim da escala 6×1 tramita atualmente na Câmara dos Deputados por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC). O texto já passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e agora está em análise em uma comissão especial da Casa.

A expectativa é que o parecer do relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), seja votado no próximo dia 27 de maio. Caso avance, a proposta seguirá para votação no plenário da Câmara.