Por: Redação Alvoroço

O presidente da Câmara Municipal de Salvador, Carlos Muniz (PSDB), fez uma análise da estratégia do PSDB e do cenário eleitoral na Bahia para esse ano. Muniz está otimista diante da viabilidade eleitoral da legenda baiana fazer mais cadeiras na Alba e na Câmara Federal em relação aos outros partidos da base do prefeito Bruno Reis (União).
Para o chefe do Legislativo da capital, quem tem expectativa de ser deputado estadual ou federal, o PSDB se tornou o partido que proporciona o caminho “mais curto” para se eleger. A análise de Muniz leva em conta a necessidade da quantidade de votos que um postulante a um dos cargos vai precisar receber.
“Pela montagem que foi feita, hoje é um partido em que tanto para deputado estadual quanto para deputado federal a votação necessária para se eleger pode ser menor. Pelos cálculos que fazemos, com cerca de 30 mil votos alguém pode se eleger deputado estadual e com 60 a 70 mil votos deputado federal. Nenhum outro partido da base do prefeito Bruno Reis, com essa votação, conseguiria eleger”, declarou Muniz.
A estratégia da sigla baiana leva em conta a homogeneidade do partido em evitar os chamados “puxadores de votos”, candidatos com expressiva votação, que elevam a média de votos necessários para os concorrentes dentro do partido.
Muniz cravou que nenhum outro partido da base de Bruno Reis terá essa votação (30 mil/60 mil) irá eleger. “Só o PSDB terá essa possibilidade”.
Divergências com o PSDB
Muniz citou a pré-candidatura do seu primogênito, Carlos Muniz Filho, alegando que acordos, quando feitos, precisam ser cumpridos. Ele defende o questionamento da nominata do partido para o pelito desse ano, afastando especulações de atrito com a legenda. Segundo Muniz, a divergência ficou restrita apenas à formação dos nomes para a chapa do PSDB, que inicialmente não concordava com o que foi proposto.
“Tanto não concordava que foi feito de uma forma em que foi prometida. Aí sim ficamos satisfeitos. Eu não penso apenas na pré-candidatura do meu filho, penso no partido. Quando alguém faz um acordo e promete algo, tem que cumprir”, afirmou.
O parlamentar diz que seu posicionamento é a maneira como enxerga de fazer política. Ele reforça que expor divergências, reclamar quando há situações que não concorda e chamar para o debate, como foi feito, é melhor do que agir de uma maneira que seja interpretada como traição.
“Se for feito dessa forma, nunca vai existir reclamação. Agora, se for feito diferente, pode ter certeza que eu tenho coragem de reclamar, coisa que muitas pessoas não têm. Prefiro reclamar para ver se realinha, como foi realinhado, do que fazer algo que depois seja chamado de traição”, ressaltou.
Eleições
Muniz sinalizou que seguirá com o PSDB em relação aos apoios políticos nas eleições de outubro, mas reforçou que vai se dedicar de forma intensa na campanha do seu filho.
“Eu tenho uma candidatura a deputado federal, que é a candidatura do meu filho, e vou entrar de cabeça. Pode ter certeza que será dez vezes mais do que a minha. Se já tenho preocupação com a minha própria candidatura, com a dele será cem vezes maior”, afirmou.