Mandados foram cumpridos em Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo; investigação começou após série de roubos de medicamentos de alto valor
Por: Redação Alvoroço

A Polícia Civil da Bahia, com apoio da Polícia Militar, deflagrou nas primeiras horas desta quarta-feira (3) a Operação Dose Final, que tem como alvo integrantes de uma organização criminosa investigada por roubos a farmácias, tráfico de drogas, tráfico de armas e lavagem de dinheiro.
Coordenada pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), a ação cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão em Salvador, além das cidades de Mesquita, no Rio de Janeiro, e São Paulo, capital paulista.
A Justiça também autorizou o bloqueio de bens e valores atribuídos ao grupo, que somam cerca de R$ 12,5 milhões.
Segundo a Polícia Civil, as investigações começaram após uma série de roubos registrados em redes farmacêuticas da capital baiana. Os criminosos teriam como principal alvo medicamentos de alto valor comercial, entre eles Mounjaro, Ozempic e Wegovy, utilizados no tratamento de diabetes e obesidade.
Durante o avanço das apurações, os investigadores identificaram indícios de que os assaltos faziam parte de uma estrutura criminosa mais ampla, com atuação concentrada na região do Nordeste de Amaralina, em Salvador.
De acordo com a polícia, além dos crimes patrimoniais, o grupo é suspeito de envolvimento com tráfico de drogas, comércio ilegal de armas, homicídios relacionados a disputas territoriais e associação criminosa. As investigações apontam ainda que a organização possuía divisão de tarefas entre seus integrantes e alto grau de organização operacional.
A operação mobiliza equipes de diferentes unidades especializadas da Polícia Civil, incluindo os departamentos de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), de Polícia Metropolitana (Depom), de Inteligência Policial (DIP), além da Polinter e da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core).
A ação conta ainda com o apoio da Superintendência de Inteligência da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), do Departamento de Polícia Técnica (DPT), da Polícia Militar da Bahia e das forças de segurança dos estados do Rio de Janeiro e São Paulo.
O balanço da operação e o número de prisões devem ser divulgados pelas autoridades após a conclusão das diligências.