Por: Redação Alvoroço

O senador Otto Alencar (PSD) confirmou, nesta sexta-feira (6), apoio à chamada chapa puro-sangue do PT para as eleições ao Senado, formada pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, e pelo senador Jaques Wagner, que busca a reeleição. A declaração foi feita durante uma agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Salvador.
Ao comentar o cenário eleitoral, Otto afirmou que a prioridade é fortalecer a representação da Bahia no Senado Federal. Segundo ele, tanto Rui Costa quanto Jaques Wagner têm credenciais para ocupar as vagas e ampliar o peso político do estado no Congresso. “Vamos trabalhar intensamente para termos uma representação ainda mais forte no Senado Federal, como temos defendido desde que cheguei à Casa, em 2015”, afirmou o parlamentar.
O posicionamento público do senador ocorre em meio a um racha interno no PSD baiano, após a saída do senador Angelo Coronel, que anunciou rompimento com o grupo governista e migração para a oposição depois de ser preterido na composição da chapa majoritária, que concentrou apenas nomes do PT.
Apesar do movimento de parte do partido, Otto reafirmou sua permanência na base governista e descartou qualquer possibilidade de mudança de posição, mesmo diante do alinhamento do PSD nacional, que busca lançar candidatura própria à Presidência da República. “Os que estão aqui podem levantar para dizer que estamos com Lula. Vamos marchar com o senhor e marcar esse voto com a consciência de que o presidente que marcou a história do Brasil foi o senhor”, declarou.
Em tom descontraído, o senador também comentou uma brincadeira recorrente feita pelo presidente Lula sobre sua filiação partidária. “Às vezes, o senhor brinca comigo dizendo que sou do PSD, mas, na verdade, eu sou do PT. Eu abraço o PT, que é o partido do senhor, assim como abraço o Avante, o PCdoB, o Podemos, o MDB, a nossa aliança”, disse.
A fala de Otto Alencar reforça o alinhamento do parlamentar com o governo federal e consolida o apoio à chapa petista na disputa pelo Senado, mesmo diante das divergências internas no PSD na Bahia.