Por: Redação Alvoroço

A Polícia Civil da Bahia informou nesta quarta-feira (3) que os exames periciais e a análise das imagens de monitoramento não confirmaram, até o momento, a denúncia de estupro feita por uma adolescente de 15 anos dentro da Estação da Lapa, em Salvador.
O caso ocorreu no dia 26 de maio e é apurado pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra a Criança e o Adolescente (Dercca). Na ocasião, a adolescente relatou ter sido conduzida por homens até um banheiro da estação, onde teria sido vítima de violência sexual. Segundo o depoimento, outros dois suspeitos teriam permanecido do lado de fora enquanto o suposto abuso acontecia.
De acordo com a Polícia Civil, os laudos emitidos pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT) não identificaram evidências de conjunção carnal ou de ato libidinoso.
Além das perícias, os investigadores analisaram imagens dos sistemas de videomonitoramento disponibilizadas pelas concessionárias responsáveis pela operação da Estação da Lapa e do sistema metroviário. Conforme a corporação, as gravações não registraram a presença da adolescente no banheiro apontado como local do suposto crime.
Apesar dos resultados obtidos até o momento, a polícia informou que o inquérito ainda não foi concluído.
Em nota, a instituição destacou que novas diligências e oitivas serão realizadas antes da finalização da investigação.
“Todas as medidas necessárias continuam sendo adotadas em conformidade com os princípios de proteção integral à criança e ao adolescente previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)”, informou a Polícia Civil.
Investigação continua
O caso ganhou grande repercussão após a denúncia da adolescente, levando órgãos de segurança e empresas responsáveis pelo transporte público a colaborarem com as apurações.
A concessionária CCR Metrô Bahia informou que segue contribuindo com as investigações por meio do compartilhamento das imagens de segurança solicitadas pelas autoridades.
Segundo a empresa, o sistema de transporte conta com mais de 2 mil câmeras integradas ao Centro de Controle Operacional (CCO), além de equipes de atendimento e segurança distribuídas nas estações, terminais e composições.
A Polícia Civil reforçou que a investigação permanece em curso e que a conclusão do inquérito dependerá da análise de todos os elementos reunidos durante a apuração.