Por: Lucas Gravatá

A Finlândia encerrou oficialmente uma era nas telecomunicações ao desativar sua última grande rede de telefonia fixa baseada em cabos de cobre. O desligamento foi realizado pela operadora Elisa, marcando o fim de um serviço que esteve em funcionamento no país por mais de 140 anos.
A despedida simbólica aconteceu por meio de uma última ligação entre o diretor-presidente da empresa, Topi Manner, e o diretor da Agência Nacional de Transportes e Comunicações da Finlândia, Jarkko Saarimaki.
Durante a conversa, os dois relembraram momentos marcantes da história da telefonia. Manner contou que, quando morava em Londres na década de 1980, costumava telefonar para a família apenas uma vez por semana, sempre em um horário combinado previamente para garantir que todos estivessem reunidos para atender à ligação.
Além das lembranças, os executivos conversaram sobre a evolução das tecnologias de comunicação móvel antes de encerrarem a chamada com um “kuulemiin” (“até mais”, em finlandês).
A rede fixa finlandesa começou a operar ainda na década de 1880, mas perdeu espaço ao longo dos anos com a popularização dos celulares e da internet de alta velocidade. O país, que abriga a Nokia, uma das empresas pioneiras da telefonia móvel, acompanhou a substituição gradual da infraestrutura de cobre por redes de fibra óptica, capazes de oferecer serviços de telefonia e internet com maior velocidade e estabilidade.
A Elisa já havia anunciado, em janeiro, que encerraria definitivamente a operação da rede de cobre em junho. Na ocasião, informou que restavam apenas “alguns milhares” de clientes utilizando exclusivamente a telefonia fixa e que o serviço não era comercializado havia vários anos.
Com a mudança, a Finlândia se junta a países como Estônia, Holanda, Noruega e Espanha, que também concluíram a substituição das antigas redes de cobre por tecnologias mais modernas. Segundo a emissora pública Yle, apenas pequenas operadoras locais ainda mantêm serviços de telefonia fixa no país, atendendo um número reduzido de usuários para chamadas locais.
Com AFP