Salvador aparece entre as piores capitais do país em ranking de desenvolvimento social

Levantamento do IPS Brasil coloca capital baiana na 24ª posição entre as capitais; cidade teve desempenho abaixo da média nacional

Por: Redação Alvoroço

Foto: Freepik

Salvador ficou entre as capitais com pior desempenho social do país no Índice de Progresso Social Brasil (IPS), divulgado nesta quarta-feira (20). A capital baiana recebeu nota 62,12 em uma escala que vai de zero a 100, resultado inferior à média nacional, fixada em 63,40.

No ranking das capitais brasileiras, Salvador aparece na 24ª colocação, à frente apenas de Porto Velho, Macapá e Maceió. Dentro da Bahia, o desempenho também ficou distante das primeiras posições: a cidade ocupou o 15º lugar estadual, atrás de municípios como Barreiras, Lauro de Freitas e Camamu.

O resultado do índice é calculado a partir de três grandes categorias: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-Estar e Oportunidades. Entre os principais problemas identificados em Salvador estão os indicadores ligados à categoria Oportunidades, especialmente nos quesitos Direitos Individuais, que teve nota 24,88, e Inclusão Social, com índice de 39,09.

A área de Segurança Social também contribuiu para a queda do desempenho da capital baiana. O indicador, que integra a categoria de Necessidades Humanas Básicas, registrou nota 37,39. Já o melhor desempenho da cidade foi observado em Fundamentos do Bem-Estar, categoria que avalia fatores como acesso à informação, educação e qualidade ambiental, com nota de 69,75.

No cenário nacional, Curitiba, Brasília e São Paulo lideraram o ranking entre as capitais, todas com pontuação acima de 70. No Nordeste, o melhor resultado foi de João Pessoa, seguida por Natal e Aracaju.

O IPS Brasil utiliza metodologia desenvolvida pela organização internacional Social Progress Imperative e reúne dados públicos para medir qualidade de vida e desenvolvimento social nos municípios brasileiros. O levantamento considera 57 indicadores distribuídos em 12 eixos temáticos, avaliando aspectos como moradia, segurança, saneamento, acesso à informação, meio ambiente, inclusão social e direitos individuais.