PCC e CV são classificados como organização terroristas pelos EUA

Por: Redação Alvoroço

Imagem ilustrativa do logo do Departamento de Estado dos EUA  • 23/04/2025REUTERS/Dado Ruvic

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (28) a inclusão do Primeiro Comando da Capital e do Comando Vermelho na lista de “Terroristas Globais Especialmente Designados”. A medida foi divulgada pelo Departamento de Estado norte-americano e faz parte da estratégia da administração do presidente Donald Trump para ampliar o combate ao crime organizado transnacional.

Segundo o comunicado oficial, os Estados Unidos também pretendem enquadrar as duas facções brasileiras como Organizações Terroristas Estrangeiras a partir do próximo dia 5 de junho, o que permitirá a adoção de medidas mais rígidas contra integrantes, financiadores e colaboradores dos grupos.

Ao justificar a decisão, o Departamento de Estado destacou a atuação das organizações criminosas dentro e fora do Brasil.

“O CV e o PCC são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil. Juntos, comandam milhares de membros e orquestraram ataques brutais contra policiais, autoridades públicas e civis brasileiros”, afirmou o órgão.

O governo norte-americano também ressaltou que as atividades das facções ultrapassam as fronteiras brasileiras e alcançam outros países da região, incluindo os Estados Unidos.

“Sua influência e redes ilícitas se estendem muito além das fronteiras do Brasil, por toda a nossa região e para dentro do nosso país”, acrescentou o comunicado.

Ainda segundo a nota, a administração Trump pretende utilizar todos os mecanismos disponíveis para combater o tráfico internacional de drogas e interromper fluxos financeiros ligados às organizações criminosas.

“A ação tomada hoje pelo Departamento de Estado demonstra ainda mais o compromisso inabalável do governo Trump em desmantelar cartéis e organizações criminosas em nossa região e garantir a segurança do povo americano”, concluiu o anúncio.

A classificação como organização terrorista pode ampliar o alcance das sanções financeiras, restrições de movimentação internacional e ações de cooperação entre autoridades dos Estados Unidos e de outros países no combate às facções.